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Belo Horizonte, MG, Brazil
Sou um cara normal, que contraiu o HIV em uma relação homossexual monogâmica (ao menos da minha parte). O resto vai ser postado aqui nesse blog...
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sábado, 3 de outubro de 2009

Esqueci de mim

Ontem estava assistindo a Oprah. O programa falava de felicidade, com um psicólogo inglês que estudava o tema e criou um teste com uma escala de satisfação com a vida. Fiz o tal teste (pode ser feito em inglês no site http://www.oprah.com/survey/oprahshow/20070411_tows_happy) e tive uma pontuação terrível, coisa que não foi surpreendente para mim na atual circunstância.

Em um determinado momento do programa ocorreu uma votação entre algumas pessoas que se encontravam no palco, para saber qual era a mais feliz, e a que aparentava ser umas das "vitoriosas" tinha uma pontuação bem baixa. Como a mesma dizia ela costumava se obrigar a "put a happy face" (colocar uma cara feliz), no entanto isso não refletia o interior. Ela no fundo era um mártir, com vários filhos e obrigações, vivendo a vida dos e para os outros ao invés de viver a vida dela.

Realmente a felicidade é algo que vem de dentro e não de fora, depende exclusivamente de nós.

O programa me serviu para abrir os olhos, pois ando me preocupando apenas com o externo. com o trabalho e com os outros. Acabei esquecendo de mim!

Meu trabalho anda sendo uma paulada. Na maioria dos dias chego por volta das 8:00hs e só saio umas 21:00 ou 22:00. Nessa semana cheguei a sair quase 01:00hs da madrugada, tendo parado apenas para almoçar rapidamente. Já tive que parar de freqüentar minha pós por falta de tempo e disposição.

Fora isso minha preocupação com meu amigo que passou a tomar medicação essa semana, tendo entrado em um programa experimental para que um remédio americano seja liberado no Brasil somou minhas preocupações quando soube que era um teste duplo cego. Só fui ficar mais tranqüilo após ele me explicar que todos recebiam a dosagem total, que o placebo era apenas para verificar se havia diferença entre a dosagem dividida em 2 por dia ou apenas 1 vez.

Nesse meio tempo meu desligamento de mim foi absurdo. Tive erisipela (inflamação das células da pele), me afastando dos exercícios físicos por um tempo, fato esse que aumenta o estresse, e agora uma virose qualquer ou algo do gênero (garganta inflamada, febre, dor nos olhos, tosse e fraqueza). Como sou de somatizar tudo, sei que tudo se deu por conta de estresse, principalmente pelo fato de não estar fazendo exercício, que é uma forma de descarregar.

Por conta disso só poderei fazer exames um mês após ficar bom da minha "virose" atual, pois de outra forma sai tudo alterado. Fico tenso pois só fiz exames esse ano em abril, pois minha médica já havia dito que era preciso primeiro ficar bom da erisipela (assim faria agora, mas terei que adiar mais um mês). O que me tranquiliza foi que na última consulta ela me disse que estava tudo bem.

Acho que realmente vou ter que arrumar um aquário de um bom tamanho, ainda que não tenha resolvido meus problemas financeiros, pois preciso fazer as coisas que me dão prazer e parar de viver só de trabalho. Arrumar as plantas, observar os peixes, ver um "paisagismo aquático" e demais coisas que eu construi, me geram um auto-satisfação incomparável, além de funcionar como uma forma de meditação e um "olhar para dentro de mim", pois o aquário reflete meus momentos, quando está ótimo, equilibrado, organizado, assim estou, quando tem algas nos vidros, plantas soltas e peixes doentes, sei que algo não vai bem comigo. Funciona com um espelho.

Deixo a sugestão de dois filmes que considero lições de vida. Um acabo de utilizar em um projeto do meu trabalho. Não é muito fácil de achar pois é antigo, mas para quem não viu vale a pena (A História de Marva Collins). O outro já é bem mais recente e apesar de um drama onde me acabei de tanto chorar, mostra como pode existir felicidade nas situações mais difíceis da vida (O Presente).




A História de Marva Collins




Baseado na história real da professora negra norte-americana que, insatisfeita com o sistema de ensino da cidade de Chicago, fundou sua própria escola, alcançando resultados surpreendentes com alunos antes considerados incapazes.


Com: Cicely Tison e Morgan Freeman


Direção: Richard Lewis






O Presente


Jason acabou de perder o avô bilionário que sempre odiou e estava certo de que não herdaria nada. Mas se enganou: "Red" Stevens (James Garner) deixou 12 tarefas para Jason, ao fim das quais ele será avaliado e, se merecer, terá direito ao que Red chama de "o maior de todos os presentes". Cada uma dessas tarefas tem o objetivo de promover alguma mudança em Jason, mas nenhuma terá tanta força quanto o encontro casual com a pequena Emily (Abigail Breslin).

domingo, 19 de julho de 2009

Paixão

Antes de qualquer coisa quero pedir desculpas às pessoas a quem não respondi, mas estou encontrando alguns problemas na página ao tentar. Espero que normalize nos próximos dias.
Enfim, resolvi escrever esse post, pois tenho sentido que alguma coisa estava faltando em mim. De repente me vi completamente desmotivado, não sabendo o que fazer com o resto do dia quando não estava trabalhando ou estudando. As distrações antigas não mais faziam sentido.
Ontem percebi o que ocorre: falta de paixão!
Acredito que TODOS precisam disso para atingir a felicidade.
Quando digo paixão não me refiro a uma pessoa. Vivo sozinho bem, porém obviamente me sinto melhor se acompanhado. Contudo, não acredito em estar com alguém por precisar dessa pessoa, porém de estar junto porque é melhor estar com do que sem. Estar junto porque se quer e não porque se precisa.
Estou sozinho e isso não é algo que me afete tanto.
Voltando ao foco: a paixão.
Estava vendo um documentário esse final de semana sobre um grupo que sai em seu barco atrás dos grandes baleeiros japoneses se arriscando para evitar a matança. Quanta paixão vi naquela causa. No mesmo momento me imaginei naquele barco sofrendo as mais diversas situações, porém com uma paixão absurda.
Tenho uma formação meio estranha, fiz duas faculdades completamente distintas, caminhei um tempo pelo mundo das artes e possuo as mais diferentes paixões.
Atualmente trabalho em um projeto gigantesco, cujo sentido é realmente apaixonante, porém não trabalho na ponta, mas no gerenciamento. No momento tudo está ainda engatinhando, acredito que dentro de alguns meses estarei mais próximo da paixão que ele pode me proporcionar.
Escuto músicas das minhas aulas de yoga e dança aérea que me despertam antigas paixões, que me fazem sentir aquilo que estou precisando.
Acho que não preciso de tudo aquilo que me apaixona para ser feliz. Se isso fosse verdade estaria fadado à infelicidade, pois são tantas coisas diversas que me apaixonam que precisaria de umas cinco vidas no mínimo para ser feliz. Contudo, acredito que devamos procurar ainda que nossas pequenas paixões para dar mais sentido à vida. E assim o farei.
O que para muitos pode parecer pouco para outros é enorme. Sou um maníaco por aquários. Adoro criar peixes, reproduzi-los e vê-los crescer. Principalmente aqueles que cuidam da prole ou que a procriação seja muito rara.
Brevemente pretendo adquirir um aquário do tamanho suficiente para poder continuar com uma das minhas paixões, já que outros animais não são possíveis na minha vida atualmente, e tampouco alguns hobbyes e atividades.
Acredito que algo assim, por mais absurdo que possa parecer, pode fazer uma diferença enorme e trazer mais paz, conseguir desligar a cabeça dos problemas e realmente trazer felicidade.
Não sei se isso fará sentido para alguém, mesmo porque é uma questão muito pessoal, porém, espero que entendam o conceito e que possa trazer alguma reflexão.